INTELIGENTES ou SÁBIOS?

Recebi de presente um livro do psiquiatra  Augusto Cury, cujo título pode parecer lugar comum pelo tema a que se propõe: a inteligência. Porém, desde o princípio já se percebe que tal questão jamais cairá no âmbito corriqueiro ou superficial, justamente por referir-se a reflexões que nos remetem ao cérebro e sua capacidade de realizar e de transformar tudo aquilo que, de forma consciente, nem sempre nos arriscamos a perceber ou conhecer.

 O título da obra é O Código da Inteligência e a mesma se propõe a discorrer sobre 8 códigos capazes de tornar-nos pensadores do futuro.

Estou apenas no princípio da leitura, capítulo 1, que começa a descrever o que seria o conceito de Intleigência Multifocal, criado e estudado pelo autor. Mas, já é possível afirmar que as idéias de Cury são extremamente interessantes para este tempo em que o cérebro e suas possibilidades muitas vezes trazem a tona o que, na verdade, poderia ser considerado “segredo do coração”. Sim, pois as lembranças, especialmente as mais emocionais e profundas, aquelas que nos fazem retomar o contato com situações e sentimentos muito significativos, levam-nos à ação na atualidade. Ou seja, o que guardamos, de forma inconsciente, nos porões da memória, quando acessado por uma palavra, sensação ou imagem, logo determina se nossa atitude seguinte ocorrerá de forma produtiva ou destrutiva. Explico…

Se há alguns anos atrás uma pessoa guardou em sua memória uma fala mais dura de um pai ou professor em relação a sua maneira de falar, nos dias atuais sempre que escutar determinada palavra ou tom de voz que lhe retome a mesma sensação e consideração de anos anteriores poderá reagir com raiva e indignação, ou com submissão e culpa, ou, ainda, identificar seus sentimentos e escolher, tranquilamente, a reação positiva de superação, de crédito em sua capacidade de expressar-se.

Ao reconhecimento destas atitudes de identificação de “gravações”, que em tempos ulteriores podem ter sido ruins, mas que não precisam, necessariamente, determinar as mesmas ocorrências na realidade do tempo presente, é que o autor chama de Códigos da Inteligência. 

Quando identificamos o que é “nosso”, característico, e diferenciamos do que foi gravado, vivenciado a partir de referências nem sempre seguras e sólidas, certamente teremos a possibilidade de usar tais códigos a nosso favor. Do contrário, podemos nos entregar a inúmeros “sequestros emocionais”, reações muitas vezes impulsivas e impensadas que apenas caracterizam uma forma inconsciente e, muitas vezes, irracional de nos posicionarmos diante de fatos e sentimentos.

A partir destas reflexões, arrisco a fazer a afirmação de que a SABEDORIA é a forma superior de inteligência, pois quando conseguimos decifrar nossa própria memória emocional e detectar que conceitos são reais e quais o que são possíveis de serem reescritos, com certeza passamos a um nível de inteligência além daqueles determinados em pesquisas e conclusões feitas pelos mais diversos estudiosos do pensamento e do comprotamento humano.

Destaco, ainda, uma das frases de Augusto CURY, citadas no livro mencionado acima, que afirma que “ninguém é digno do oásis se não aprender a atravessar seus desertos” (fonte:Treinando a Emoção Para ser Feliz). Para mim, ela resume o que procurei fazer pensar neste texto, somos responsáveis por nossos sucessos, pessoais, emocionas, profissionais… mas quando utilizamos os “códigos” adequados chegamos a eles com efetiva vitória!

Resta a pergunta: preferimos ser SÁBIOS ou INTELIGENTES? Possivelmente as duas coisas se complementem….

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