NOSSOS PARADIGMAS PESSOAIS

NAVEGANDO NAS MUDANÇAS DO MUNDO… NAVEGANDO EM SUAS MUDANÇAS

“Durante o processo de mudança, a ferramenta mais poderosa é uma mente aberta.”

John P. Herzog

Já se tornou lugar comum afirmar que o mundo se modifica em velocidade acelerada nesta época que vivemos. Porém, é sempre bom refletir a respeito desta questão, pois o homem que vive hoje as tais modificações aceleradas precisa reagir de maneira bem distinta do que aquele que experimentou as modificações que cada passagem de década ou século colocava a prova.

Nossas crenças, valores e diretrizes pessoais são influenciadas por cada nova proposta que a cultura, a vida social e as tecnologias oferecem. Isto significa que cada coisa nova que surge vai se contrapor ou até complementar nosso modo de enxergar o mundo e decidir ao que aderir neste contexto.

Há tempos atrás – leia-se “30, 40 ou 50 anos” – as coisas andavam mais desaceleradas, mesmo que mudanças fossem percebidas de maneira bem clara, de tempos em tempos. Uma descoberta tecnológica, como a televisão a cores, o carro bi-combustível ou mesmo os primeiros PC´s, deixavam marcas que ficavam bem profundas e desenhadas no modo de passar a ver o mundo.Um homem vivia uma década ou duas e somente ao perceber seus filhos tornando-se adultos é que dava-se conta do que a “nova geração” estava trazendo de diferente.

E se recordarmos um tempo anterior, ainda, como os séculos passados, para certos conceitos uma década apenas não era o suficiente para que tais percepções fossem tão intensas. A invenção do carro, por exemplo, causou um impacto que foi atingindo a vida da maioria das pessoas apenas quando ele tornou-se mais “popular”, com a criação do fusca, por exemplo.

Possivelmente esta já não seja a realidade de hoje. Atualmente, na proporção de um semestre para o outro novas invenções ou novas intenções do mercado já são capazes de nos levar a quebrar paradigmas para que não se perca certas oportunidades de trabalho ou de crescimento.Muitas vezes, inclusive, mudanças são capazes de determinar a quebra financeira de certas empresas ou pessoas no espaço de um ano.

Há uma constante necessidade de olhar para fora e decidir em qual nova tecnologia ou qual nova informação no trabalho se precisa aderir para qe não se fique perdido pelo caminho. Fala-se em estratégias de ação para todo e qualquer planejamento que desejar se cumprir e não acabar pelo caminho, diante de imprevistos.

Ainda assim, percebe-se uma grande tendência das pessoas de buscarem o desenvolvimento de si próprias, a visão interior mais clarificada. Por quê? Acredito que o fato de tantas e tantas mudanças oprimirem e sufocarem, produzirem receios e inseguranças, fez com que as pessoas de mente aberta percebessem que não se consegue mudar nada exteriormente se, em primeiro lugar, não se estiver aberto a conhecer a si mesmo e mudar suas próprias questões.

Nenhum de nós é capaz de sustentar mudanças e enfrentar os receios e dilemas que elas podem produzir se não estiver bem certo de quais são seus valores, que caminhos pessoais deseja seguir ou que paradigmas são importantes quebrar. Pois, se você decide aprender uma nova língua, por exemplo, mas não se dá conta de que para isto precisa quebrar dentro de si a idéia de que pessoas envelhecem e tem mais dificuldades para aprender, então você terá grandes problemas para atingir seu foco. Percebem, com o exemplo, o quanto uma coisa está ligada a outra? Mudar algo externo, comunicar-se em outra língua, pressupõe que você mude a crença sobre si mesmo, sobre você ter, sim, a capacidade para o aprendizado.

Pense nisto, mude seus pargdigmas interiores, com certeza você alcançará metas novas em sua vida com mais facilidade! Boa sote!

RESPEITO e ÉTICA

INGREDIENTES DE UM FUTURO MAIS HUMANO

O psicólogo Howard GARDNER aponta-nos, a partir de sua pesquisa atual nos Projetos Zero GoodWork (Harvard Institute), a necessidade de desenvolvermos cinco tipos de mentes indispensáveis para construção de um mundo com mais efetividade de resultados e relacionamentos:

  • A Mente DISCIPLINADA, que domina as principais escolas de pensamento e pelo menos uma habilidade profissional.
  • A Mente SINTETIZADORA, que integra idéias de diferentes disciplinas ou esferas em um todo coerente, transmitindo esta integração a outras pessoas.
  • A Mente CRIADORA, que revela e resolve novos problemas, questões e fenômenos.
  • A Mente RESPEITOSA, que tem consciência e compreensão das diferenças entre os seres humanos.
  • A Mente ÉTICA, que busca cumprir as responsabilidades como trabalhador e cidadão.

A maior necessidade para o mundo futuro é o desenvolvimento de habilidades capazes de lidar com o imprevisto, com o que não se poder prever. Os seres humanos, possivelmente, nunca haviam sido exigidos com tanta intensidade em relação às incertezas do futuro, pois as mudanças culturais e de tecnologia fluíam de maneira mais lenta em tempos passados. Atualmente, a velocidade das mudanças nos coloca frente a frente, cada vez mais, com o grande medo que o futuro é capaz de mobilizar: a incerteza, o não controle.

GARDNER propõe um desafio, destacando as habilidades de RESPEITO e ÉTICA como os pontos chave deste desenvolvimento humano diferenciado, apontando para um futuro onde sejamos capazes de pensar mais no We (nós) do que no My (meu). Ou seja, a coletividade será cada vez mais necessária, visto que todos estamos incluídos, queiramos ou não, nesta maravilhosa aldeia global.

Aqui destaco uma frase de Mário Sérgio CORTELLA, um filósofo brasileiro muito envolvido com as questões educacionais. Afirma este autor que “a decisão em um dilema é sempre individual, mas suas conseqüências podem afetar muitas outras pessoas” (CORTELLA, M. 2008, pág.125). Este pensamento referenda a ética como uma questão que deveria permear toda e qualquer relação entre as pessoas, pois se preciso tomar uma decisão acertada para minha vida, ela não vai, necessariamente, significar que eu deva escolher sempre o que é bom para mim, pois muitas vezes isto pode significar o mal-estar ou o malefício a outros.

Para ilustrar cito o exemplo de uma pessoa que precisa decidir-se por uma vaga de emprego que, necessariamente, vai lhe trazer o afastamento de um cargo o qual ocupa há algum tempo. A nova função ofertada pode lhe soar, primeiramente, como uma grande oportunidade de mudança, de respirar “novos ares” ou, até, de conviver com novos colegas. Porém, a empresa onde está lhe oferece há algum tempo as condições necessárias para crescer, o ambiente adequado para sentir-se valorizada e uma remuneração bem razoável em termos salariais. Além de tudo isto, esta pessoa terá de fazer um número maior de horas em sua carga semanal, deixando de lado projetos pessoais e a vida de família, o que pode lhe custar bem caro, mas até é aceitável dentro da visão de aceitar novos desafios. E a empresa a qual hoje ela serve pode enfrentar problemas por ficar sem a sua participação.

Pois bem, esta é uma situação em que o dilema da pessoa que gostaria de aceitar a vaga pode produzir mal estar para outras que com ela convivem. A mudança poderia ser vista como algo significativo e motivador, mas ela traria outros problemas a ela mesma e às pessoas com quem se sente compromissada. O resultado desta pequena história é que a pessoa em questão não aderiu à nova vaga, ao desafio de mudança. Ela levou em conta alguns aspectos importantes de compromisso com o outro, além, é claro, de visualizar que onde está também pode enriquecer seus desafios e metas pessoais.

Será que este relato pode soar como uma utopia? Ou como um exemplo simplista entre tantos outros que poderiam ilustrar a questão da ética? Não, apenas foi utilizado por fazer parte de realidades como a de tantos outros profissionais e para deixar bem claro que enfrentamos, sim, dilemas éticos em situações do dia a dia, da vida cotidiana. Estamos tantas vezes preocupados em analisar a ética na política ou em casos jornalísticos importantes. Mas, será que paramos para visualizar o que ocorre todos os dias ao nosso lado ou em relação a nossas atitudes? Visualize exemplos de sua vida, da hora que acorda à que dorme, das pessoas com quem conviveu no dia… e tire suas conclusões. Sempre é tempo de rever certos comportamentos e aprender com erros e acertos. Use o que de bom já fez para modificar as coisas que ainda lhe perturbam a consciência!

APRENDEMOS COM AS CRIANÇAS

APRENDA A OLHAR O MUNDO PELA ÓTICA DA INFÂNCIA

Há alguns dias assisti a uma das Campanhas Publicitárias do Jornal Zero Hora (Porto Alegre/RS). Sem querer ser portadora de nenhuma mensagem comercial, o que antes me motiva a descrever a reflexão que fiz é o fio condutor utilizado pela mensagem implícita no vídeo. Algumas imagens estavam gravadas ali, propostas como motor das inúmeras possibilidades de leitura: simples e belas, singelas e profundas, diretas e infinitamente complexas… tudo ao mesmo tempo. E elas faziam pensar assim que surgiam na tela, pois estavam associadas a um convite do narrador para que se fizessem tais associações, o que surpreendia, pois cada palavra estava estampada na imagem exibida.

Naquele momento, mobilizou-me a idéia do quanto é rico perceber imagens de maneira diferente, por outros ângulos de visão ou mesmo por entre plantas, pelo fundo de um vidro, em meio ao ambiente liquido de uma piscina ou do alto de um avião. Nossa! Se você gosta de fotografia ou de pinturas, possivelmente saiba que registrar ou pintar imagens sob pontos de vista diferenciados nos rende cenas muito variadas e capazes de fazer nossa imaginação e nossa emoção pulsar de maneira intensa. Imaginem ver isti estampado num simples comercial de 1 minuto? E o que logo todas estas associações me fizeram corresponder às idéias que defendo, entre tantas, de que as crianças podem ser poderosas em sua forma de conceber o mundo e registrar suas experiências. Acredito que esta forma de experimentar as coisas é que lhes garante a aprendizagem de qualidade. Se forem tolhidas nesta qualidade de ação, então seu conhecimento fica limitado.

Pois, para minha surpresa, o mesmo jornal noticiou em suas páginas de sábado (08/05/10) a forma como tal peça publicitária foi construída. E então eu me encantei mais ainda! E minha justificativa de tal encantamento foi o fato de adultos, criativos, cheios de energia de pensamento, recorrerem a crianças, em suas mais puras forma de expressão e espontaneidade, para construir um pequeno vídeo que mobiliza pensamentos e sensações. Incrível! E ao mesmo tempo tão verdadeiro. Que bom existirem pessoas que valorizem as virtudes da infância.

O que gostaria de destacar é que pensar o mundo com olhos de criança não é apenas uma questão de tentar ser mais sensível ou poético. É realmente perceber as coisas de um outro ângulo, esquecendo um pouco que a solução dos problemas deva estar sempre pela mais racional solução que a tecnologia ou as teorias lógicas possam nos trazer. É preciso reconhecer os caminhos pelas vias mais espontâneas, pela leitura da realidade de forma mais significativa, não tão idealizada. E acredito que nisto o adulto é capaz de se mostrar mais humano, pois se for criativo, se for sensível, com certeza será mais verdadeiro e resolverá suas questões –  de mundo, de relacionamento, de fome, de vida financeira, de realização pessoal… seja o que for – com muito mais amplitude de visão.

Olhar as coisas de outra forma pressupõe decidir pelas soluções de problemas com muita simplicidade e, ao mesmo tempo, com muita profundidade. Uma criança é capaz de dizer que gostaria de ser “lixeiro”, porque este “corre atrás de um caminhão e isto deve ser bem difícil”… Olhe quanta presença de valor numa resposta como esta, pois o que talvez mais importe é o quanto a atividade é difícil, já que se torna um desafio e não um juízo de valor pelo status da missão que ela possa representar aos olhos adultos. Este é apenas um, entre tantos exemplos que vez por outra escuto de crianças e de adultos que com elas trabalham, as quais representam, possivelmente, uma lição para nossas vidas adultas.

Para mim o veículo de comunicação citado acertou em cheio em sua peça publicitária, mas foi mais feliz e profundo em sua mensagem implícita, pois a vida de um jornal, por exemplo, deve estar ligada a possibilidade de oferecer às pessoas o algo mais que o dia a dia talvez não deixe muito claro. E a forma de passar a notícia, de informar detalhes ou dicas, ou de despertar curiosidades, todas são maneiras interessantes de nos prender a coisas que nem imaginamos em nosso mundinho pessoal no cotidiano de nossa vida.

Corremos tanto, olhamos para o relógio, para a rua, para o ônibus que passa, para o sinal que abre, para o telefone que toca…. Mas, onde fica a percepção de coisas reais que estão à nossa volta? O mundo que cai diante de uma crise financeira, o avião que mata mais de 200 ao mergulhar no mar, nossa vizinha que atravessa a rua e é atropelada? Vemos que em nossa empresa alguém pode estar desanimado, um colega pode ter perdido alguém importante, o cliente talvez tenha sido rude porque hoje ficou sabendo de sua doença? Enxergamos quando alguém faz algo belo, como um cartão ou uma redação perfeita de um texto para seu trabalho? Percebemos que mais um colega chegou na Equipe e o pensamos no que poderemos fazer para que se sinta bem?

Bem, se pedirmos emprestada às crianças a capacidade de “abrir os olhos”, possivelmente poderemos nos tornar adultos que enxergam, não apenas olham. Veja o vídeo, tire suas conclusões e, se quiser, me dê sua opinião!

 

TRABAHO ou EMPREGO?

Estamos iniciando o mês de MAIO e ontem comemoramos o Dia do Trabalho. Acredito que a data tenha transcorrido com diversas reflexões a respeito do tema, mas gostaria de contribuir com a minha reflexão a respeito da evolução do conceito de TRABALHO.

Segundo o site http://www.brasilescola.com “comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago.

Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polícia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As manifestações e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário.Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.

Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nesta data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles”.

O que hoje encontramos no mercado de trabalho vai muito além do que se via na época da criação desta data comemorativa. Na verdade, como tudo que evolui com a história do homem, o trabalho hoje pode estar focado no TRABALHAR ou no SOBREVIVER. Com certeza, na época da origem das reivindicações trabalhistas, as pessoas estavam muito mais preocupadas em garantir os aspectos de dignidade e humanidade que a jornada laboral fosse capaz de oferecer. Condições de saúde e de segurança eram os pontos principais destas conquistas a serem atingidas.

No Brasil, como sabemos, estes direitos foram surgindo de forma gradativa e um dos marcos de certas garantias está registrado nas leis que datam da Era Vargas de governo. Após as mais famosas leis, como a CLT, outras conquistas somaram-se com as histórias de sindicatos e movimentos sociais capazes, inclusive, de promover influência sobre nossa política atual. Prova viva disto está no fato de nossos últimos 8 anos de Governo Federal estarem caracterizados por uma escolha voltada para um homem que foi representante destas lutas sinidicais ( falo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva).

Bem, mas este não é um texto com caráter político. Quero voltar o foco para a realidade atual do mercado, que mostra-nos pessoas, em grande parte, voltadas para um objetivo muito maior do que o “ganhar dinheiro para sobreviver”. Tenho acompanhado muitos profissionais que buscam candidatar-se para vagas em empresas que possam lhes garantir, além de um plano de carreira, o incentivo à evolução em sua vida profissional. Estas mostram-se competentes no sentido amplo da palavra, muito além do que se espera delas por sua capacidade técnica. Destacam-se por suas manifestações de capacidade no SER e no RELACIONAR-SE.

Com isto, destaco a importância da conscientização de lideranças e CEO´s no que diz respeito à valorização dos profissionais que lideram. Uma empresa que deseja se consolidar no mercado com uma imagem de qualidade, necessita motivar seus profissionais através de políticas bem definidas no que diz respeito à valorização e meritocracia. Além disto, as empresas precisam adotar práticas de seleção e acompanhamento de pessoas por meio do Sistema de Avaliação de Competências, uma das ferramentas maios efetivas de sucesso no que diz respeito à Gestão de Pessoas atualmente.

E, para os profissionais que buscam concretizar seu sonho de um emprego de qualidade, é fundamental que coloquem entre as visões de futuro para suas carreiras o foco do DESENVOLVIMENTO PESSOAL e PROFISSIONAL. Nos dias de hoje, comemorar o TRABALHO é visualizar o futuro, da gratificação em sua atividade profissional e não apenas o presente, a garantia de recebimento mensal de seu salário.

Você tem visualizado su FUTRO profissional? As respostas podem defnir os objetivos de sua carreira!