SERÁ QUE A MINHA PARTE CONTA?

“Conta uma história que tem seu registro nos Alpes Italianos, num pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita.

A tradição naquela região exigia que na festa cada produtor do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.

Um dos produtores pensou: “Por que deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Ao invés de vinho, levarei a garrafa do vinho com água, no meio de tantas garrafas de vinho o meu não fará falta”.

Assim pensou… Assim fez.

Conforme o costume, todos se reuniram na praça e cada um com sua caneca pronto para provar dos melhores vinhos da região cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país.

Contudo ao abrir a primeira garrafa, a mesma continha… “água”. Abriram à segunda:. “água” e assim todas…

Conclusão: Muita gente acha que a sua ausência não será notada ou não fará falta. “E agindo dessa forma descompromissada, buscam tirar vantagem e não colaborar com os outros…”

 

 COMPROMISSO – Segundo o site Wikipédia Compromisso é a forma, pública ou não, de se comprometer com alguém, com algum objetivo ou causa.” (capturado em 09/08/09)

COMPROMETIMENTO – Idem: “é um conceito que descreve o vinculo (…) do indivíduo com uma instituição.” (capturado em 09/08/09)

 Quando ingressamos em uma empresa ou mesmo no curso em que sonhamos nos formar, ou ainda em um grupo de amigos, geralmente afirmamos que com aquelas pessoas passamos a ser comprometidos. Por quê tomamos esta atitude?

 Como um dos conceitos descreve, a causa é o vínculo.Vincular-se a pessoas, idéias, instituições e, inclusive, a sonhos requer conhecimento, por um lado, e motivação por outro. Aqui destaca-se MOTIVAÇÃO como algo relativo a desejo, algo mais emocional do que racional.

 A dificuldade do tema vínculo e compromisso chega quando acaba-se por misturar o que é racional (compromisso, ação) com o que é emocional (vínculo, desejo). Na verdade, estas coisas encontram-se tão integradas que, na prática, ficam impossíveis de serem separadas. Aqui o faço como uma forma didática de compreendermos que há dois pontos envolvidos na questão do Compromisso Organizacional, tema do qual estamos discorrendo. O compromisso com o trabalho, com o cargo, com a tarefa, com as ações, com o próprio desenvolvimento de sua carreira.

 Quando estes dois pontos entram em confronto, muitas vezes a tendência é a parte emocional ocultar, dificultar o pensamento mais racional. O que se vê, a partir daí, são exemplos como o de pessoas que passam a descomprometer-se com suas tarefas porque determinadas situações as desmotivam, mexem em seu desejo em relação a seu compromisso. Querem um exemplo típico: o salário atrasa, muitas pessoas deixam de fazer suas tarefas com o mesmo afinco. O chefe fica mais irritado, não consegue manifestar reconhecimento, certas pessoas acham-se no direito de deixar de cumprir o horário ou perdem a atenção em certas etapas de seus processos e daí em diante muitos problemas ocorrem.

 Não quero afirmar aqui que cada um de nós deve escolher ser uma espécie de mártir agindo com a maior energia  mesmo diante de situações difíceis, especialmente quando estas dizem respeito à CONFIANÇA e ao cumprimento de PROMESSAS ou REGRAS. Porém, faz parte de nosso desafio de EVOLUIR como pessoas e profissionais, desenvolver em nós mesmos a capacidade de sermos resilients diante de adversidades e prosseguir comprometidos com as coisas que podem definir nossa imagem de ser humano e de profissional. Por quê? Ora, quem deixa de se comprometer corre o risco de ser visto com os olhos do julgamento, da afirmação sobre a ética, sobre a moral. Quando estas questões entram em análise, em qualquer ambiente onde nos encontremos, a retomada da imagem construída é muito mais difícil do que a conquista inicial do vínculo. Isto quando no trabalho, entre amigos, no namoro, no casamento… enfim, em qualquer relação que necessite estebelecer CONFIANÇA.

 O comprometimento, nas empresas, está ligado ao compromisso com a Missão do local ao qual se está ligado, bem como aos valores que este procura pautar em seu negócio no mercado e, ainda, à Visão que a empresa deseja disseminar entre clientes internos (os colaboradores) e externos. Portanto, estando comprometido estou agindo como profissional, quando perco esta atitude posso me considerar em retrocesso na caminhada desempenhada desde que ingressei no mercado de trabalho. É recuperável? Sim, mas muitas vezes leva tempo, dispensa energia e causa sofrimento, além de, em vários casos, só poder realizar-se a partir da demissão em um local e a admissão em outro. Portanto, comprometer-se é cuidar de si mesmo, pois estou fazendo a minha parte na história de minha carreira, além, é claro de estar contribuindo com a empresa.

 No meio corporativo em geral, nesta fase em que o mundo todo corre atrás de crescimento, melhoria de resultados, resolução de crises, entre tantas outras questões competitivas, o colaborador que permanece na empresa e por ela é investido de confiança não está entre os experts e técnicos de alta produtividade, mas entre aqueles que identificam-se com a essência da empresa, os chamados efetivos comprometidos com sua obra.

Lembram de Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro que destaca a importância de visualizar a OBRA e não o TRABALHO por si só? Pois há muitos outros filósofos, sociólogos, gestores e pessoas éticas, comprometidas com o sucesso real das pessoas a quem lideram e que manifestam a verdadeira ação que gera o COMPROMISSO, que acreditam e apoiam este mesmo movimento de valorização do colaborador que, em outras palavras, “veste a camiseta”. A este movimento podemos chamar de COMPROMISSO CONSIGO MESMO para que se consiga assumir o COMPROMISSO COM O OUTRO.

 SIM! Porque se você levanta pela manhã e procura a direção de seu trabalho, esta deve ser uma atitude da qual você se orgulha não apenas porque lá fará a diferença como empregado, ganhando mais, evoluindo em números de produtividade. Alguém que deseja o sucesso não pode ser comprometido com sua empresa apenas porque ela paga seu salário e pode vir a lhe beneficiar com bônus ou comissões pela produtividade.

 Você fará a diferença se for comprometido com sua própria evolução, como profissional, como pessoa. E disto faz parte assumir aquilo que você um dia prometeu fazer, mesmo que o ambiente venha a manifestar seus altos e baixos, mesmo que seu chefe não o encontre todo dia com o sorriso no rosto ou lhe diga palavras duras para expressar suas dificuldades.

Você tem satisfação quando percebe que consegue ser ÍNTEGRO, comprometido com o que você um dia traçou como sua meta, mesmo que as agruras do ambiente de trabalho lhe façam, vez por outra, pensar em desistir, em descomprometer-se apenas porque o chefe não cumpriu o que prometeu. Você é você, o chefe é o chefe. Quem sabe sua atitude comprometida não o ajude a crescer, da mesma forma que você cresce quando se vê influenciado positivamente por alguém que admira? Pense nisto! Reflita e assuma a sua melhor posição!

 Boa sorte em sua escolha por comprometer-se! Dela depende, em muito, a visão que você passará a quem o rodeia!

Luciana Winck

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA: Somos cegos por quê?

Cartaz do FilmeAssiti ao filme do brasileiro Fernando Meirelles. Baseando-se no livro de José Saramago, a história traduz uma angustiante realidade de uma sociedade que recusa-se a perceber o outro e, provavelmente por isto mesmo, deixa de “enxergar” as coisas do dia-a-dia.

O filme é muito bem elaborado, utiliza recursos cenográficos que, para análise de minha leiga visão cinéfila, são capazes de nos transportar às sensações de “estar cego” e, ao mesmo tempo, ver-se espectador de uma incrível e angustiante realidade de não reconhecer mais o que, cotidianamente, se constata pela visão.

Acredito que o mais mobilizante, neste sentido, foi o fato de as pessoas serm forçadas a descobrir que “o essencial é invisível aos olhos”", utilizando uma famosa e antiga frase de um pensador, pela trágica doença que se instala, gradativamente, em toda a sociedade. Sim, aqueles que se tornam incapazes de “ver” com o coração, acabam tornando-se cegos para que possam descobrir, a si e ao outro, em outra realidades.

O mais cruel, no entenato, é que nem todos encontram, mesmo na dificuldade, esta capacidade. Existem os que só conseguem aderir à crueldade de buscar a satisfação das necessidades básicas pelo “passar por cima da dignidade alheia”. Determinadascenas do filme retratam a verdade nua e crua dos que, mesmo cegos, ou “cegos há mais tempo”, acabam agindo com crueldade em relação aos demais para garantir a satisfação egoísta e não para compartilhar ou amenizar da dor de estar sem enxergar.

Apesar de tudo isto, a personagem de Juliane Moore traz a esperança de que ainda possam existir aqueles que não se “contaminam” pela cegueira por terem em sua essência a capacidade de manterem-se “enxergando” o que é essencial: a solidariedade, o perdão, o amor e atenção aos outros, até mesmo diante da necessidade de abster-se de algumas necessidades suas em prol das que os demais apresentam. A força de alguém que “enxerga com sua essência” vale mais do que qualquer força física ou econômica e o filme diexa isto bem claro.

O “CIRCO” ou o CÍRCULO NO TRABALHO DE EQUIPE?

 

      Todos conhecem ao redor do mundo a maravilhosa forma de expressão e arte do Cirque Du Soleil. A combinação de cor, movimento, habilidade e dramaticidade deixam a nós, leigos na arte circense, boquiabertos com tamanha perfeição de espetáculo.

      Assistindo a um dos vídeos do espetáculo Quidam, que por estes dias de Abril apresenta-se em Porto Alegre/RS, fiquei impressionada com um detalhe que pode ser aproveitado em qualquer um dos ambientes corporativos que conhecemos: a atuação de equipe integrada e perfeita em suas atitudes de cooperação. Observe qualquer uma das partes do espetáculo e verá uma troca de movimentos muito bem articulada e a participação interessada e concentrada de cada um dos colaboradores. O resultado está expresso numa bela expressão de arte e sentimento.

      O que desejo fazer de correspondência, neste sentido, é que em empresas que desenvolvem equipes bem integradas e articuladas percebe-se o mesmo prazer ao constatar resultados perfeitamente impecáveis, enxutos e de qualidade. É a verdadeira obra da equipe cooperativa.

      A consultora Clélia Leão, especialista em etiqueta corporativa, colunista da Revista VOCÊ/SA, escreve em seu texto da edição de Abril/2010: “É um prazer trabalhar com quem cumpre o prometido”. Sim, da mesma forma como é prazeroso assistir a um espetáculo tão sincronizado, também se torna muito motivador fazer parte de um grupo em que cada um faz sua parte e, muitas vezes, ainda compromete-se em ficar atento ao suporte que qualquer colega necessite receber.

      Você pode dizer que é utopia pensar desta maneira. Pode ser! Mas o grupo de circo admirado pelo mundo afora pode muito bem ter começado a partir de uma idéia utópica e hoje percorre o mundo mostrando excelência de trabalho reconhecida por todos nós. Se uma equipe tem o foco no trabalho de qualidade deverá ser motivada a fazer o melhor que pode, dentro de uma sincronia de ações capaz de alcançar a perfeição. Quem não almeja perfeição não atinge a qualidade desejada.

      Um dos conceitos da qualidade é o ciclo de PDCA (Plan, Do, Check, Action). Fazer girar o ciclo é planejar ações, realizá-las, verificá-las para mantê-las ou aperfeiçoá-las. Ou seja, estabelece-se um círculo de ação capaz de atingir, sim, o sonho da perfeição, ou melhor, almejando a perfeição. Não é possível enxergar aqui as cenas do Cirque Du Soleil citadas no princípio deste texto? Com certeza, o mesmo tipo de concepção pode estar sendo aplicado na idealização e concretização de cada um dos espetáculos que eles exibem pelo mundo. Se assim não o fosse, não se encontrariam onde estão hoje.

      E então? Não é possível dizer que uma equipe que circula pela perfeição pode alcançar a beleza de um espetáculo circense? Desculpe o trocadilho, mas ele me parece perfeito para discorrer sobre este tema. Motive sua equipe a almejar a perfeição. Use as cenas do grupo citado, elas ajudam a despertar a vontade se fazer melhor. E mostre que cada um precisa comprometer-se com sua parte no espetáculo!

COMUNICAÇÃO: UM PROBLEMA SEM SOLUÇÃO?

Você sabe como comunicar bem suas idéias?

 

É bastante comum observar em empresas, ou  grupos que mantém relacionamento há algum tempo, e detectar que uma das grandes causas de dissociações, desentendimentos ou mal-estar residem na questão do COMUNICAR-SE. Podemos afirmar que o fator comunicação é o “calcanhar de Aquiles” em qualquer ambiente.

 

Mas, será que é possível encontrar alternativas ou estratégias que garantam uma fluidez maior dos diálogos entre as pessoas? Esta pode ser uma resposta positiva se levarmos em conta a disponibilidade de cada um dos envolvidos nesta questão.

 

O que desejo afirmar, com isto é que se cada pessoa fizer a sua parte e conseguir atingir a percepção adequada em relação ao outro, sem deixar que os “ruídos” naturais interfiram na mensagem, é possível melhorar os canais de diálogo.

 

Esta disponibilidade começa no próprio corpo. Segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, 93% da eficácia da comunicação reside no tom e na intensidade da voz, além dos gestos e expressões corporais. Para a fonoaudióloga da PUC-SP, Leny Kyrillos, “a mensagem que prevalece é aquela transmitida pela comunicação não verbal”. (Fonte; Revista VOCê S/A, maio/09).

 

Portanto, estando mais atento à forma como você age enquanto fala, além das respostas que recebe de seu interlocutor, com certeza sua disponibilidade para comunicar-se favorecerá a compreensão da mensagem, de ambos os lados.

 

Algumas dicas podem ser úteis neste sentido:

 

·         Desenvoltura e clareza na comunicação e dicção. Não basta saber aquilo que se quer falar, é preciso saber como falar e transmitir. Um dos estudos mais importantes do ator é justamente esse: como dar vida e sentido a um texto.

·         Trabalho corporal associado às idéias que se esteja transmitindo. Ou seja, lembrar que não apenas a voz, mas também o corpo fala, e pode ser trabalhado em virtude daquilo que se queira transmitir. Uma pessoa sem consciência corporal pode, ainda que sem querer, perder por completo o interesse de seu receptor, enquanto aquele que mantiver esta consciência pode manter todo receptor interessado em suas palavras do início ao fim de seu discurso. A forma como alguém gesticula, sinaliza o que esta pessoa sente. Por exemplo: uma posição ereta, olhando de frente e braços voltados para quem está falando dá a idéia de acessibilidade e entusiasmo. Já se você cruza os braços ou mantém os ombros caídos, o efeito pode ser contrário ao citado anteriormente. Rosto e boca são agentes importantes de uma comunicação eficiente, portanto não deixe passar uma postura desleixada ou com bocejos.

·         Compreensão das reações das pessoas e adaptação a cada tipo diferente de público é outra forma de atingir o que se deseja. É importante saber interpretar a linguagem corporal da audiência e perceber quando há a necessidade de variar a estratégia de ação adotada para tal ou qual ação comunicativa a ser empregada (de uma simples conversa até palestra ou debate, entre outros). Por exemplo, para determinados públicos, o diálogo precisa ser mais físico, concreto, estabelecendo uma proximidade. Para outros, deve ser mais humorístico. Para outros, ainda, há a necessidade de diminuir o ritmo e explicar com mais calma, ilustrando com mais exemplos. Pois bem, cabe a quem deseja comunicar-se identificar estas questões e fazer a sua escolha. Saber escutar também é prioridade quando se deseja compreender o outro e ser compreendido. Você está aberto às mensagens que recebe? Em primeiro lugar, saiba esperar que a mensagem da outra pessoa seja completada, registre a informação, prestando atenção ao que é dito, antes de devolver a ele(a) sua opinião.  Se você não confia em sua memória, faça anotações ou solicite por escrito o que foi dito. Eficiência de comunicação também pode ser medida pela recordação do que foi dito e compreendido. Manifeste seu interesse pelo outro, ele também pode ter idéias tão boas quanto as suas. Admitindo isto, você estará pronto a ser bom ouvinte, além de bom comunicador. (Fonte www.profissaomestre.com.br)

 

Treino de comunicação é muito parecido com treino de futebol, de musculação ou ciclismo, deve ser realizado com freqüência e mantendo a sua atenção para destacar o que dá certo e o que não dá certo de acordo com o que você executar. É necessário acreditar em melhores resultados, ter disciplina e ter força de vontade!

 

 Boa sorte em seu crescimento. A boa comunicação parte, em primeiro lugar, de você mesmo!