SUPERINTELIGÊNCIA

Este termo possivelmente instigue nas pessoas a idéia de uma “Inteligência Muito Aumentada”… Não tiro a lógica de quem assim pensa ao ler a palavra pela primeira vez, mas constato que tal conceito estaria ainda ligado à velha forma de perceber a Inteligência, apoiada em mensurações de Q.I. e de nivelamento das pessoas por determinismos conceituais.

O que se destaca neste termo, apresentado pelo professor Luis Machado, um conceituado cientista brasileiro, é o fato de termos a possibilidade de nos desenvolvermos independente de nivelarmos quantidadedo que sabemos. Ou seja, qualquer pessoa nasce com a possibilidade de tornar-se Superinteligente, necessitando, para isto, das condições necessárias de desenvolvimento de ambos os hemisférios cerebrais.

Complexo? Não. Quanto mais simples e diretamente apreendermos as informações e incentivarmos nosso cérebro a utilizá-las, correspondendo-as entre si, e não apenas repetindo-as, então estaremos nos capacitando a tal desenvolvimento.

Trasncrevo abaixo um trecho do texto do próprio Professor Luiz Machado, o qual é autor de vários livros, entre eles Superinteligência, obra que aprofunda este conceito. Eu estou realizando esta leitura e adquirindo uma nova forma de pensar os processos de aprendizagem, tanto de crianças quanto de adultos. Recomendo a quem se interessar pelo tema. vale a pena!

Por que Einstein teve dificuldade em aprender?
- Como surge a Superinteligência

Prof. Luiz Machado – 28/02/2008

Einstein só conseguiu ser alfabetizado depois dos 9 (nove) anos de idade. Ele não conseguia aprender as primeiras letras e a escola desistiu dele, aconselhando a seus pais que perdessem a esperança: ele simplesmente não conseguia aprender! Até no seio da família ele era considerado retardado.
           
Muito bem, ele não conseguia aprender mas, certamente, não era por falta de inteligência. Que era, então? A resposta é: a maneira de ensinar é que estava errada.
           
O ensino era e é todo orientado para alunos que têm o hemisfério esquerdo do cérebro predominante. Einstein era tipicamente “de hemisfério direito”. Para essas pessoas, é preciso que não se deixe nenhum elo faltante entre o período da expressão só oral, em que predomina a imaginação, e o período de letramento (alfabetização), em que a pessoa vai aprender um novo código (a língua) em que vai conceber e expressar seus pensamentos.
           
Cada hemisfério cerebral tem suas funções específicas, funcionando como se tivéssemos duas mentes, embora o cérebro seja uno. A lateralidade cerebral foi comprovada experimentalmente por Roger Sperry, que, por isso, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, em 1981.
           
Hoje em dia, as escolas mais avançadas no campo da educação procuram que seus alunos desenvolvam ambos hemisférios, o que, quando ocorre, gera o que chamamos de Superinteligência, conforme demonstrei em meu livro com esse mesmo nome.