INTELIGENTES ou SÁBIOS?

Recebi de presente um livro do psiquiatra  Augusto Cury, cujo título pode parecer lugar comum pelo tema a que se propõe: a inteligência. Porém, desde o princípio já se percebe que tal questão jamais cairá no âmbito corriqueiro ou superficial, justamente por referir-se a reflexões que nos remetem ao cérebro e sua capacidade de realizar e de transformar tudo aquilo que, de forma consciente, nem sempre nos arriscamos a perceber ou conhecer.

 O título da obra é O Código da Inteligência e a mesma se propõe a discorrer sobre 8 códigos capazes de tornar-nos pensadores do futuro.

Estou apenas no princípio da leitura, capítulo 1, que começa a descrever o que seria o conceito de Intleigência Multifocal, criado e estudado pelo autor. Mas, já é possível afirmar que as idéias de Cury são extremamente interessantes para este tempo em que o cérebro e suas possibilidades muitas vezes trazem a tona o que, na verdade, poderia ser considerado “segredo do coração”. Sim, pois as lembranças, especialmente as mais emocionais e profundas, aquelas que nos fazem retomar o contato com situações e sentimentos muito significativos, levam-nos à ação na atualidade. Ou seja, o que guardamos, de forma inconsciente, nos porões da memória, quando acessado por uma palavra, sensação ou imagem, logo determina se nossa atitude seguinte ocorrerá de forma produtiva ou destrutiva. Explico…

Se há alguns anos atrás uma pessoa guardou em sua memória uma fala mais dura de um pai ou professor em relação a sua maneira de falar, nos dias atuais sempre que escutar determinada palavra ou tom de voz que lhe retome a mesma sensação e consideração de anos anteriores poderá reagir com raiva e indignação, ou com submissão e culpa, ou, ainda, identificar seus sentimentos e escolher, tranquilamente, a reação positiva de superação, de crédito em sua capacidade de expressar-se.

Ao reconhecimento destas atitudes de identificação de “gravações”, que em tempos ulteriores podem ter sido ruins, mas que não precisam, necessariamente, determinar as mesmas ocorrências na realidade do tempo presente, é que o autor chama de Códigos da Inteligência. 

Quando identificamos o que é “nosso”, característico, e diferenciamos do que foi gravado, vivenciado a partir de referências nem sempre seguras e sólidas, certamente teremos a possibilidade de usar tais códigos a nosso favor. Do contrário, podemos nos entregar a inúmeros “sequestros emocionais”, reações muitas vezes impulsivas e impensadas que apenas caracterizam uma forma inconsciente e, muitas vezes, irracional de nos posicionarmos diante de fatos e sentimentos.

A partir destas reflexões, arrisco a fazer a afirmação de que a SABEDORIA é a forma superior de inteligência, pois quando conseguimos decifrar nossa própria memória emocional e detectar que conceitos são reais e quais o que são possíveis de serem reescritos, com certeza passamos a um nível de inteligência além daqueles determinados em pesquisas e conclusões feitas pelos mais diversos estudiosos do pensamento e do comprotamento humano.

Destaco, ainda, uma das frases de Augusto CURY, citadas no livro mencionado acima, que afirma que “ninguém é digno do oásis se não aprender a atravessar seus desertos” (fonte:Treinando a Emoção Para ser Feliz). Para mim, ela resume o que procurei fazer pensar neste texto, somos responsáveis por nossos sucessos, pessoais, emocionas, profissionais… mas quando utilizamos os “códigos” adequados chegamos a eles com efetiva vitória!

Resta a pergunta: preferimos ser SÁBIOS ou INTELIGENTES? Possivelmente as duas coisas se complementem….

CARPE DIEM

Acredito que muitos lembram do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, em que o personagem de Robin Willians era um professor que usava muito esta expressão: “Aproveite o Dia!”. Dedicava-se a ensinar seus alunos a descobrirem a verdadeira beleza de criar poesia sem atentar a regras tão metódicas como o cálculo da métrica na rima de versos, entre outras coisas que a Escola insiste em manter no plano do pensamento linear.

Hoje li um capítulo do livro “A Arte de Educar Crianças”, de Ron Clark (Editora Sextante, 1975). O autor é um professor americano que narra suas experiências em sala de aula através de algumas “regras”, criadas por ele, as quais acredita serem valiosas na educação de crianças em geral. O referido trecho começa com esta expressão como título, ou seja, caracteriza-se por uma das “regras” que o professor recomenda usar com educandos e que entende ter valor pelo simples fato de promover a atitude de “viver de forma plena”.

Ora, como sempre gosto de afirmar, nada é por acaso e, certamente, minha percepção deve-se ao fato de que tenho me questionado sobre a forma como venho “aproveitando o dia”… e como vejo outras pessoas também o fazê-lo. Digo isto, e penso sobre isto, porque nosso cotidiano tem nos roubado maravilhosas oportunidades de olhar ao lado, enxergar a flor que cresce entre canteiros, ou a pessoa que caminha a sua frente ou, ainda, sentir o aroma doce de uma padaria que produz suas “obras” ao final de um dia e ao nascer de outro. Confesso que pouco tempo tenho encontrado para enxergar e sentir estas coisas, mas quando me dou conta disto acabo imaginando que perco oportunidades dedesenvolvimento pessoal com isto.

Mas, o que tudo isto tem a ver com a questão das mudanças de atitudes ou modificações de visão sobre a vida, seja ela pessoal ou corporativa, a que este blog se propõe através de seus textos?

A partir do que tenho acompanhado em mim e nas pessoas a quem atendo, tudo a ver!

Prestar atenção aos detalhes tem a ver com estar concectado com possibilidades reais. Do contrário, entregamos nosso olhar e nosso cérebro a uma louca seleção daquilo que é mais automático e aquilo que precisa ser captado e é novo aos nossos olhos. E, convenhamos, em um mundo como o que vivemos “novo” é tudo aquilo que vem logo a seguir do virar a esquina. Exagero? Não, com os avanços de nossa tecnologia, podemos olhar para apenas dois anos atrás e verificar que processadores de computadores ou celulares que antes nos custavam muito caro, por terem tecnologia avançada, mas inacessível, hoje estão ao alcance de nossas mãos de forma tão ampla quanto ir ao hipermercado e verificar que tenho mais de dez tipos de pasta de dentes para escolher. Nossa! Se há cinco ou seis anos celular era um luxo, notebook era um sonho e mp3 um produto importado e caro, hoje, ano 2009, temos a possibilidade de verificar um novo lançamento a cada semestre e aquilo que nos parecia impossível torna-se capaz de estar em nossas mãos pela simples bagatela de R$ xxxx ou por um facilitado parcelamento de 20x o valor que conseguimos suportar….

Sim. E se todas estas facilidades nos mostram novidades que já não nos trazem motivação à descoberta do novo, pois ele é mais comum do que aquilo que já não reconhecemos por ser “antigo”, então, como profissionais ou pessoas que convivem com família e amigos somos exigidos a sermos os “melhores” e os mais “completos”, para que possamos atuar de forma excelente e carregada de qualidade. Qualidade? E a de vida? Existe ou é apenas algo que inclui uma hora de ginástica quatro vezes por semana e o consumo de meia dúzia de produtos naturais que nos garantem a manutenção da “vida saudável”?

Posso estar sendo pessimista demais, porém, pensar em “carpe diem” é urgente se queremos manter a sanidade de nossas mentes e interiores, pois ninguém sobrevive muito tempo nesta louca corrida se não tiver um tempo para dedicar-se a olhar seu interior, parar para respirar e admirar coisas que há algum tempo atrás tinham muito mais valor do que o toque de um celular ou a tela widescreen de um lap top de última geração!

Pense em tudo isto! Talvez resgatar a capacidade de perceber estas coisas traga um diferencial maior para qualidade de seu trabalho e de sua vida!

INOVAR para Sobreviver!

Esta semana o Congresso Internacional sobre Inovação traz nomes importantes do cenário nacional e internacional. Todos eles versarão a respeito de ações necessárias ao aprofundamento deste conceito.

A principal questão em torno da inovação diz respeito à capacidade de improvisar diante de acontecimentos imprevistos e de crise, o que já não á mais uma realidade impossível de se apresentar, visto os últimos acontecimentos do cenário mundial.

O trecho abaixo reproduz algumas idéias de John Kao. Segundo o Jornal Zero Hora 916/11/08): ”Multidisciplinar é o adjetivo certo para Kao: estudou filosofia e formou-se médico na Universidade de Yale, depois fez mestrado e lecionou na Harvard Business School. Além disso, é pianista de jazz reconhecido – passou alguns meses tocando com o genial Frank Zappa, em 1969. O lado artístico pode andar ao lado dos negócios, disse Kao na entrevista concedida a Zero Hora, por telefone, desde o Rio, na sexta-feira à tarde.

ZH – O senhor é pianista, e músico de jazz, e costuma dizer que os jazzistas têm bastante a ensinar aos empresários. O quê?

Kao– Para tocar bem jazz, é preciso ter algumas características. E a principal delas é a capacidade de improvisação. Conseguir criar coisas novas no momento, sob demanda, para fazer as pessoas felizes. É um ótimo modelo para inovação. As habilidades que os músicos de jazz têm são ótimas para as empresas: eles precisam inventar na hora, colaborar com os outros, acreditar que o colega vai fazer algo muito bom quando for sua vez, limpar sua mente de conceitos pré-existentes. Há muita coisa no jazz que se pode usar no mundo corporativo.”

Portanto, o velho chavão do apresentar algo diferente “para atrair o cliente pretendido, hoje tem relação com a possibilidade de agir com certa rapidez, mas com qualidade. O verdadeiro líder, atualmente, é capaz de motivar seus colaboradores a partir do encorajamento a soluções contextualizadas, nem que estas tenham de ser improvisadas conforme o tempo e o espaço dos acontecimentos.

As empresas que desejam crescer devem estar atentas a idéias criativas, capazes de atender às demandas que surgem conforme os cenários que o cliente vier a apresentar. Não haverá mais a idéia do cliente que se adapta ao produto diferente, ferecido para destacá-lo no  empresa, sim, deve a;presentar um roduto capaz de adaptar-se às especificidades que o cliente tem necessidade. E isto inclui a habilidade de improvisação.

Para quem tiver a possibilidade, valerá a pena assitir e envolver-se  a  com as idéias do Congresso sobre Inovação, que ocorre na Fiergs nesta segunda, terça e quarta-feira (17 a 19/11/08). Com certeza teremos muitas idéias a receber e trocar em um ambiente disponível ao diferente, ao inovador, ao facilitador de soluções criativas.

Fonte: ClicRbs (www.clicrbs.com.br)

ENCONTRANDO A PRÓPRIA VOZ: Conheça Stephen Covey

 

Stephen Covey É difícil encontrar a própria voz?  
“Encontrar nossa voz exige profundo compromisso com o desenvolvimento pessoal. O fato é que, em geral, desconhecemos nossos pontos fortes. Isso ocorre por conta da era industrial, quando se colocava o foco nos pontos fracos. Na era do conhecimento, o segredo é se concentrar nos pontos fortes e compensar os pontos fracos de cada integrante do grupo com os pontos fortes dos demais”.

Fonte: www.hsm.com.br

O autor de “O Oitavo Hábito” destaca que a habilidade de nosso tempo é justamente a liderança que se capacita ao desenvolvimento do melhor que seus liderados têm a dar. Este comportamento caracteriza-se, principalmente, pela aceitação das diferenças e a mobilização das potencialiaddes pessoais que são capazes de garantir a convergência de metas.

Vale a pena conferir, na íntegra, a entrevista dada ao site www.hsm.com.br e, quem sabe, inscrever-se na palestra que este autor estará proferindo no próximo dia 13/11, em Porto Alegre (RS).

Profissionais à frente de seu tempo, aqueles que buscam a excelência pela garantia da oferta de atitudes diferenciadas, procuram ampliar os horizontes de seu conhecimento. A moeda de peso de nosso tempo será, sem dúvida, o conhecimento que conseguirmos construir e utilizar, de forma integrada, em nossas ações pessoais e profissionais.

Portanto… promova-se a si mesmo!

SUPERINTELIGÊNCIA

Este termo possivelmente instigue nas pessoas a idéia de uma “Inteligência Muito Aumentada”… Não tiro a lógica de quem assim pensa ao ler a palavra pela primeira vez, mas constato que tal conceito estaria ainda ligado à velha forma de perceber a Inteligência, apoiada em mensurações de Q.I. e de nivelamento das pessoas por determinismos conceituais.

O que se destaca neste termo, apresentado pelo professor Luis Machado, um conceituado cientista brasileiro, é o fato de termos a possibilidade de nos desenvolvermos independente de nivelarmos quantidadedo que sabemos. Ou seja, qualquer pessoa nasce com a possibilidade de tornar-se Superinteligente, necessitando, para isto, das condições necessárias de desenvolvimento de ambos os hemisférios cerebrais.

Complexo? Não. Quanto mais simples e diretamente apreendermos as informações e incentivarmos nosso cérebro a utilizá-las, correspondendo-as entre si, e não apenas repetindo-as, então estaremos nos capacitando a tal desenvolvimento.

Trasncrevo abaixo um trecho do texto do próprio Professor Luiz Machado, o qual é autor de vários livros, entre eles Superinteligência, obra que aprofunda este conceito. Eu estou realizando esta leitura e adquirindo uma nova forma de pensar os processos de aprendizagem, tanto de crianças quanto de adultos. Recomendo a quem se interessar pelo tema. vale a pena!

Por que Einstein teve dificuldade em aprender?
- Como surge a Superinteligência

Prof. Luiz Machado – 28/02/2008

Einstein só conseguiu ser alfabetizado depois dos 9 (nove) anos de idade. Ele não conseguia aprender as primeiras letras e a escola desistiu dele, aconselhando a seus pais que perdessem a esperança: ele simplesmente não conseguia aprender! Até no seio da família ele era considerado retardado.
           
Muito bem, ele não conseguia aprender mas, certamente, não era por falta de inteligência. Que era, então? A resposta é: a maneira de ensinar é que estava errada.
           
O ensino era e é todo orientado para alunos que têm o hemisfério esquerdo do cérebro predominante. Einstein era tipicamente “de hemisfério direito”. Para essas pessoas, é preciso que não se deixe nenhum elo faltante entre o período da expressão só oral, em que predomina a imaginação, e o período de letramento (alfabetização), em que a pessoa vai aprender um novo código (a língua) em que vai conceber e expressar seus pensamentos.
           
Cada hemisfério cerebral tem suas funções específicas, funcionando como se tivéssemos duas mentes, embora o cérebro seja uno. A lateralidade cerebral foi comprovada experimentalmente por Roger Sperry, que, por isso, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, em 1981.
           
Hoje em dia, as escolas mais avançadas no campo da educação procuram que seus alunos desenvolvam ambos hemisférios, o que, quando ocorre, gera o que chamamos de Superinteligência, conforme demonstrei em meu livro com esse mesmo nome.

CHEFES JOVENS COM COMPETÊNCIA…

O artigo central do Caderno EMPREGOS E OPORTUNIDADES deste domingo, 20/07, afirma uma realidade cada vez mais premente entre empresas que apostam em Desenvolvimento de Competências. A aposta em jovens talentos, capazes de apresentar Currículos Acadêmicos invejáveis, mas com um histórico de experiência prática ainda em formação.

A  autora do artigo, Dionara Melo, analisa com bastante propriedade a questão, afirmando que “a principal porta de entrada dessa mão-de-obra arrojada se dá, principalmente, pelos processos de trainees“(ZH Empregos e Oportunidades, 20/07/08, pág.1). Tais programas dão a jovens talentos a oportunidade de experimentar na prática o que já visualizavam em bancos acadêmicos ou currículos de MBA e Especializações. É a concretização da velha máxima “viver a realidade na prática”.

O que gostaria de destacar, neste sentido, é a afirmativa de que a “inexperiência em motivar equipes pode ser superada com ajuda de mentores profissionais” (idem). Ou seja, no meio corporativo, atualmente, o mentor profissional que garante a descoberta e o incentivo ao desenvolvimento de habilidades e competências profissionais é a figura do Coach, o profissional que se encarrega de realizar com a pessoa o Processo de Coaching.

Vale destacar o artigo por duas vertentes: a realidade dos treinees que ingressam na área de gestão cada vez mais sistematicamente, e a valorização da figura do Coach e do Processo de Coaching, um profissional e uma ferramenta capazes de incentivar e mediar a descoberta dos caminhos pelo próprio esforço e mérito da pessoa envolvida, e não pro métodos prontos que nem sempre trazem, com tanta rapidez e intensidade, resultados efetivos a quem busca este tipo de auxílio no incremento de sua carreira.

Confira o texto na íntegra e tire suas próprias conclusões! 

Cinco Mentes Para o Futuro: Gardner e as Necessidades de Nossa Época

gardner.jpg (20029 bytes)Howard Gardner,é professor de Educação e co-diretor do Projeto Zero, no Harvard Graduate School of Education, e professor adjunto de Neurologia na Boston University School of Medicine.  É autor de inúmeros livros, incluindo “Estruturas da Mente”, “A Criança Pré-Escolar: como pensa e como a escola pode ensiná-la” e, mais recentemente, “Mentes que Criam”.  Autor da Teoria das Inteligências Múltiplas, conceito que revolucionou a forma de conceber a possibilidade de lidarmos com as inteligências, ou seja, as diferentes potencialidades que cada ser humano pode apresentar.

Sua mais recente obra, Cinco Mentes para o Futuro, versa sobre um tema muito procedente em uma época em que todo ser humano sentes-se pressionado a agir de forma cada vez mais veloz e competitiva. Na verdade, Gardner defende o conceito de que esta sociedade exigente necessita de indivíduos capacitados para exercer o potencial mental em cinco dimensões: Disciplinadora, Sintetizadora, Criadora, Respeitosa e Ética.

O aprendizado, hoje, está ligado ao desenvolvimento destas habilidades. Isto, porque, não há mais espaço para os sujeitos que apenas recriam a partir do que já existe. A necessidade premente é de promoção de potencial dos que evidenciam a tendência de ação de forma regrada e sistemática, sintetizando o conhecimento que captam, com criatividade, ou seja, INOVANDO a partir do que percebem ao seu redor.

Além disto, é necessário, cada vez mais, enxergar o OUTRO, respeitando as diferenças e agindo a partir de padrões éticos, de forma a resgatar valores há algum tempo esquecidos pela forma quase selvagem com que a sociedade incentivou o consumo e a competição.

Portanto, ao nos depararmos com a necessidade de integrar pessoas e desenvolver lideranças, temos de refletir sobre os sujeitos que queremos formar, mesmo a partir da mais tenra idade. Educação começa na Primeira Infância, mas prossegue pela vida inteira. A chamadaeducação continuada diz respeito à manutenção de condições para que cada sujeito empreenda e desenvolva suas potencialidades, suas competências.

As competências, hoje, estão ligadas às Cinco formas de pensar apresentadas por este pensador, tão atual e pertinente em seus estudos. Nosso desafio é, mesmo fora da escola há algum tempo, aprender, a cada dia, novas formas de gerir nosso conhecimento, a partir das cinco possibilidades de incentivo e exercício de nosso poder mental.

Será que estmos prontos para incentivar e divulgar entre gestores, entre equipes, entre educadores… as idéias de Gardner, entre outras que às dele tenham correspondência? Vale a pena ler a obra e descobrir. Uma leitura de fácil compreensão, que relaciona fatos atuais e, ao mesmo tempo, traz profundidade científica do autor que, há algum tempo, envolve-se em pesquisas acerca do comportamento humano.

Bibliografia Sugerida: GARDNER, Howard. Cinco Mentes Para o Futuro. Porto Alegre: Artmed, 2007. (159 pág.)

Quociente de Adversidade

A vida atual nos propõe tanta tecnologia e rapidez de soluções que, em muitos momentos, nos vemos frente a pequenas adversidades, como o tempo que um arquivo leva para “baixar” da internet, como se fossem as propostas mais difíceis de serem solucionadas ou suportadas. Ou seja, nós, adultos, estamos cada vez menos “tolerantes” às frustrações do dia-a-dia.

A questão posta, em termos de pensar no sucesso que nossas competências pessoais podem alcançar, é o desenvolvimento de nosso “Quociente de Adversidade”. Mas, o que vem a ser este conceito?

“O americano Paul Stolz, presidente da consultora Peak Learning, passou 20 anos a pesquisar um assunto delicado: o fracasso profissional. Avaliou, principalmente, os motivos que levam profissionais brilhantes, inteligentes e sensíveis ao fundo do poço. Stolz descobriu que, na maioria dos casos, a dificuldade em lidar com adversidades é a grande vilã. Segundo ele, o sucesso está diretamente ligado à capacidade de enfrentar, processar e solucionar dificuldades que surgem inesperadamente na carreira. «Você pode ser brilhante no que faz e gerir muito bem as suas emoções, mas, se o seu mundo se desmorona quando se depara com uma situação adversa, estará a comprometer, certamente, o seu desenvolvimento profissional», afirma ele”. (Dalen Jacomino)

Portanto, uma questão importante para quem deseja alcançar níveis mais elevados em seu trabalho, em sua carreira e, mesmo, em sua vida pessoal, é a busca de crescimento no enfrentamento de toda e qualquer adversidade. Lembre-se: cada pequeno passo dá margem ao uso da habilidade em situações de maior exigência. Desta forma, quando você consegue enfrentar adversidades diárias como resolver o problema do banho quando se atrasa ou encontrar uma solução para o gás que faltou justo na manhã em que você precisava sair de casa mais cedo… certamente estará preprando suas habilidades para encontrar soluções maiores, como o problema em sua equipe, que está comprometendo a produção da empresa, ou a falta de uma pessoa que agregue funções para as quais você já não pode dar conta, além de questões pessoais, como ficar sem as merecidas férias ou decidir se adere a certas propostas de amigos que lhe parecem incompatíveis com seus valores.

Será que seu Q.A. encontra-se em nível elevado o suficiente para trazer-lhe as possíveis soluções dos problemas que precisas enfrentar? Pense nisto. Esta é uma questão fundamental em dias tão exigentes como os que temos vivido!

 

Trabalho em Equipe… Vale a pena investir nesta idéia!

Quando pensamos em ambientes corporativos, nos deparamos com a necessidade de levar em conta COMO as pessoas se envolverão com a produtividade, o resultado, o atingir as metas. A atitude é mais importante que a meta em si, ainda que esta deva ser bem conhecida daqueles que estão envolvidos com a empresa.

Para que a atitude de grupo seja coesa, integrada e traga resultados efetivos, é necessário que se desenvolva um senso de cooperação, de envolvimento de TODOS pelo bem do TODO. Mas, como investir no desenvolvimento do trabalho de uma Equipe? Como começar? Que motivações utilizar?

O otimismo e o dinamismo de uma equipe, em geral, vai depender de algumas propostas de seus gestores, de suas lideranças:

  • Em primeiro lugar, TODOS devem saber ONDE se quer chegar, ou seja, as METAS devem estar bem definidas e claras para quem está envolvido no trabalho. Não será o esforço ou o bom desempenho de um que garantirá o efetivo resultado, mas o envolvimento e a competência do grupo em si. E estas METAS devem ser atingíveis, passíveis de serem conquistadas, pois são definidas a partir do reconhecimento do potencial da equipe. Meta fora da realidade estabelece pequenos insucessos, que definem os grandes fracassos!
  • Dar o constante FEEDBACK a quem está realizando o esforço pelas conquistas. O “retorno” é uma atitude gestora importante, no sentido de mostrar aos colaboradores o quanto é importante um avaliar e re-avaliar da prática ao longo do processo. É a mais efetiva forma de COMUNICAÇÃO, pois deixa claro COMO se está desempenhando o papel na direção dos objetivos que se deseja atingir.
  • RECONHECER que o outro está atingindo resultados, valorizando seus esforços. Ou seja, cada gesto que manifesta valorização e promove a satisfação do colaborador será uma “mola propulsa” do alcance de mais degraus na subida rumo à evolução que se deseja atingir. E, quando isto é feito em equipe, mobiliza forcas poderosas em termos de motivação.
  • Estabelecer um laço de CONFIANÇA a partir da abertura de um espaço de entre-ajuda, de cooperação em grupo. A equipe que percebe que todos são chamados a envolver-se e oferecer suas visões sobre o que se está realizando adquire níveis de confiança capazes de gerar uma verdaddeira engrenagem, fluida, de atitudes. A ideia é, justamente, a da velha máxima “um por todos e todos por um”, ou seja, quem está bem orientado e capaz de perguntar quando não reconhece soluções, adere a um trabalho coletivo pois sabe que o que é SEU será sempre de TODOS.
  • Mostrar que as pessoas podem sentir-se autônomas para tomar decisões, a partir do delegar responsabilidades e do apoiar realizações produtivas. Criar o espaço para que cada um manifeste seus talentos e execute suas tarefas além do que é básico ou mínimo em sua função. É uma forma de manifestar que se espera que cada um CRIE a partir do que se tem na força do grupo. Podemos chamar isto de uma competição saudável, pois cada um estará interessado em desenvolver o outro a partir da expressão de seus próprios dons e competências.

Enfim… vale a pena trabalhar o grupo no sentido de funcionar como organismo único, como engrenagem que movimenta em conjunto uma mesma “máquina”. Os resultados de um trabalho coeso, comprometido, aparecem na satisfação que o cliente demonstra ao perceber-se acolhido em suas necessidades. Isto, porque, uma equipe bem integrada vai trabalhar pelo objetivo principal da produtividade da empresa: o cliente e sesu objetivos. Além de tudo isto, um grupo que consegue trabalhar em conjunto alcança níveis de qualificação e desenvolvimento muito positivos, pois está sempre direcionado ao crescimento. Pense nisto! Vale a pena investir em sua Equipe!

Você Precisa de “Algo Mais” para sua Equipe?

Podemos comparar um grupo a um organismo vivo, que tem seus níveis de desenvolvimento e suas características próprias. Isto, porque, cada Equipe de trabalho vai crescer ou se estagnar conforme uma série de fatores, entre eles o da liderança positiva.

As pessoas que fazem parte de uma equipe unem-se em termos de objetivos em comum, que podem ser motivadores ou não, dependendo da forma como o líder atuar. Sabe-se, atualmente, que o conceito de liderança é muito mais amplo do que aquele difundido há algum tempo atrás, quando o “chefe” era a figura principal, paternalista, de cujas “ordens” dependiam os demais membros do grupo para que tudo corresse na mais perfeita harmonia. Ser líder, hoje, é promover as pessoas, seus potenciais e as possibilidades de criar, em união, as melhores soluções para problemas ou desafios.

Para que um líder seja, efetivamente, positivo, motivador e promotor de espaços para a manifestação das competências, é necessário que ele próprio reconheça as suas habilidades mais eficazes e aquelas que deverá, ainda, desenvolver. Conhecer-se é atitude fundamental deste processo.

O Coaching Integrado oferece as possibilidades de reconhecimento tanto dos aspectos da liderança de uma equipe quanto das possibilidades do próprio grupo. Ao realizar o COACHING EXECUTIVO qualquer líder pode reconhecer-se e focalizar as competências mais urgentes de serem desenvolvidas. Já o grupo poderá ser levado a participar de algumas sessões de COACHING de EQUIPE e reconhecerem, juntos, que aspectos já funcionam como habilidades, virtudes, e que necessidades de promoção existem em relação àqueles que ainda funcionam de maneira pouco eficaz.

Portanto, não são apenas os líderes que podem se beneficiar de um processo de coaching. Equipes cujos coordenadores, gerentes, diretores ou supervisores estão conectados a uma idpéia de desenvolvimento global acabam por serem beneficiadas com o tipo de focalização ideal para que um grupo caminhe em direção ao crescimento. Pense nisto antes de propor qualquer trabalho para desenvolver sua equipe. O coaching de Equipe pode ser uma solução relativamente rápida e efetiva!